Meu cachorro está vomitando, e agora?

Você notou seu cachorro vomitando e não sabe se é algo simples ou um motivo de preocupação? A situação é mais comum do que parece, mas sempre deixa qualquer tutor em dúvida. E sim, o vômito pode ser apenas um desconforto leve ou indicar algo mais sério.

É exatamente por isso que é tão importante entender o que fazer quando o cachorro vomita e o que observar. A cor, a frequência e o comportamento do pet antes e depois do episódio ajudam a identificar se é algo que dá para observar em casa ou se é preciso buscar ajuda veterinária com urgência.

Neste guia que preparamos, você vai entender por que o seu cachorro está vomitando amarelo, espuma branca ou com sangue, quais sinais precisam de atenção imediata, o que dar para cachorro vomitando e como a prevenção é capaz de evitar boa parte desses episódios. Boa leitura! 

O que fazer quando o cachorro vomita?

Antes de se preocupar com tratamentos ou medicamentos, a primeira coisa a fazer quando o cachorro vomita é observar com calma. Nem todo vômito significa uma emergência, mas todo episódio merece atenção.

Entenda como avaliar o quadro do seu pet da forma correta: observando o comportamento e outros sintomas para entender quando é hora de procurar ajuda profissional.

Veja como o animal se comporta após o vômito

Depois de vomitar, o seu cachorro voltou ao normal? Está ativo, curioso, comendo e bebendo água normalmente? Ou ficou mais quieto, desanimado ou parece desconfortável? Observar o comportamento do pet nas horas seguintes é relevante para entender a gravidade da situação.

Se foi um episódio único e o animal parece bem, é possível apenas acompanhar por algumas horas e oferecer água fresca em pequenas quantidades. Mas se o seu cão apresentar apatia, recusar comida, se esconder ou demonstrar dor ao ser tocado, esses já são sinais de alerta.

Outro ponto importante: mesmo se o vômito parar, mudanças no comportamento (como andar em círculos, lamber excessivamente os lábios ou apresentar salivação intensa) indicam que o mal-estar ainda está presente.

Analise se existem outros sintomas

O vômito, por si só, já é um sintoma. Mas quando ele vem acompanhado de outros sinais, como diarreia, febre, tremores, fezes com sangue ou gengivas pálidas, o risco de uma condição mais séria aumenta, e a recomendação é sempre buscar atendimento veterinário.

Cães com vômito e diarreia, por exemplo, podem desidratar com facilidade, principalmente filhotes e idosos. Já episódios recorrentes de vômito com espuma branca ou bile podem estar associados a gastrite, refluxo, presença de parasitas ou distúrbios hepáticos e renais.

Por isso, sempre avalie o quadro geral do animal, e não apenas o vômito em si. Um conjunto de sintomas costuma ser mais relevante do que um sinal isolado.

Entre em contato com o veterinário se os vômitos persistirem

Se o vômito acontecer mais de uma vez no mesmo dia ou se repetir por dois dias seguidos, o ideal é não esperar mais para procurar ajuda veterinária. Quanto antes o diagnóstico for feito, maiores as chances de tratar a causa com mais eficácia e menos sofrimento para o pet.

Além da frequência, outros sinais de gravidade incluem:

  • Presença de sangue no vômito;
  • Vômito em grande volume ou acompanhado de espuma persistente;
  • Ingestão suspeita de plantas, objetos ou substâncias químicas;
  • Vômito seguido de convulsões, falta de coordenação ou dificuldade para respirar.

Lembre-se: não administre nenhum remédio por conta própria. Mesmo medicamentos aparentemente inofensivos (como antiácidos ou remédios para enjoo) podem ser perigosos para os cães se usados sem indicação.

Cachorro vomitando: fique atento à cor do vômito

A aparência do vômito também revela pistas importantes sobre o que está acontecendo com o seu cão. A coloração e a consistência ajudam a entender a origem do problema. Confira o que cada cor de vômito pode indicar e quando ela deve ser motivo de atenção.

Marrom

O vômito marrom pode ter origem na alimentação, sobretudo se o animal comeu ração ou petiscos escuros recentemente. No entanto, quando essa coloração vem acompanhada de odor forte ou aspecto de borra de café, é sinal de que pode haver sangue digerido, sugerindo um possível sangramento gástrico.

A coloração exige cuidado, especialmente se vier acompanhada de apatia, recusa alimentar e fezes escurecidas. É recomendado buscar avaliação veterinária para descartar úlceras, intoxicação ou outros problemas gastrointestinais.

Amarelo

Ver um cachorro vomitando amarelo costuma ser assustador, mas é um dos tipos mais comuns. A coloração amarelada indica a presença de bile, um líquido digestivo produzido pelo fígado. Geralmente, isso acontece quando o animal está de estômago vazio há muitas horas, o que pode irritar o revestimento gástrico.

Esse tipo de vômito está ligado a episódios de jejum prolongado, gastrite ou refluxo. Em alguns casos, também pode estar relacionado a verminoses, que afetam o trato gastrointestinal e causam irritações frequentes. 

Pequenas refeições ao longo do dia e uma alimentação mais leve já ajudam a reduzir os episódios. Mas se o vômito for frequente ou vier acompanhado de dor, diarreia ou sangue, é importante investigar.

Esverdeado

O vômito verde pode apontar a ingestão de grama, um comportamento relativamente comum em cães para aliviar desconfortos estomacais. Mas também pode representar um quadro de bile em excesso, em particular se o cão vomitar várias vezes seguidas.

Outro ponto importante: vômitos verdes intensos, com cheiro forte ou persistência dos sintomas, podem estar relacionados ao contato com substâncias tóxicas (como venenos ou plantas). Nesses casos, não hesite em buscar atendimento imediato.

Vômito com espuma branca

Se você flagrou seu cachorro vomitando espuma branca, saiba que pode ser algo simples, como uma gastrite leve, até questões respiratórias (como a tosse dos canis ou colapso de traqueia).

Esse tipo de vômito é mais comum quando o cão está em jejum ou com excesso de gases no estômago. Filhotes também costumam apresentar espuma branca quando estão com vermes. Se o episódio for único e o cão estiver bem, vale apenas observar. Mas se acontecer com frequência, ou vier com tosse seca e engasgos, procure um veterinário.

Vômito avermelhado ou com sangue

O cachorro vomitando sangue exige atenção imediata. O sangue pode estar vermelho vivo (indicando sangramento mais recente) ou ter aparência escura, parecida com borra de café (indicando sangue digerido, vindo do estômago ou intestinos).

As causas incluem lesões gástricas, ingestão de objetos cortantes, intoxicações e doenças infecciosas como a parvovirose. Não espere para procurar ajuda: o atendimento rápido pode salvar a vida do seu pet.

O que dar para cachorro vomitando?

Se seu cachorro vomitou, a vontade de ajudá-lo o mais rápido possível é totalmente compreensível. Mas antes de oferecer qualquer alimento, remédio ou solução caseira, é importante reforçar: o tratamento correto deve ser sempre orientado por um médico-veterinário. 

Uma das causas mais comuns de vômito em cães é a presença de parasitas intestinais, que irritam o sistema digestivo, causam inflamações e levam a vômitos frequentes. Por isso, manter a vermifugação do seu pet em dia é uma forma eficaz de cuidar da saúde digestiva e geral dele.

Na World Veterinária, você encontra diversas opções de vermífugos de alta qualidade, com ótimo custo-benefício e recomendados por especialistas. Eles ajudam no controle de vermes e também na prevenção de episódios como o vômito causado por parasitas. Confira aqui a linha completa de vermífugos da World Veterinária.

Enquanto aguarda a consulta com o veterinário ou monitora o pet, você pode:

  • Retirar temporariamente a ração e reintroduzir aos poucos, com orientação profissional;
  • Oferecer água fresca em pequenas quantidades para manter a hidratação, sem forçar;
  • Evitar alimentos gordurosos, petiscos ou qualquer alteração repentina na dieta.

Perguntas frequentes sobre cachorro vomitando

Recebemos muitas dúvidas de tutores sobre vômito em cães, e é normal que esse assunto gere insegurança. Abaixo, respondemos às perguntas mais comuns com base em recomendações veterinárias atualizadas.

Quando procurar um veterinário?

A recomendação geral é: se o vômito for frequente, persistente ou vier acompanhado de outros sintomas, o atendimento profissional deve ser imediato para identificar a causa com precisão e evitar complicações.

Procure um veterinário se notar:

  • Vômito com sangue (vermelho ou cor de borra de café);
  • Diarreia intensa ou com sangue;
  • Recusa em comer ou beber por mais de 12 horas;
  • Letargia ou comportamento muito apático;
  • Vômitos repetidos no mesmo dia;
  • Sinais de dor abdominal ou inchaço;
  • Suspeita de ingestão de objetos ou alimentos tóxicos;
  • Filhotes, idosos ou pets com doenças crônicas vomitando.

Trocar a ração pode deixar meu cachorro vomitando?

Sim, especialmente se a troca for feita de modo abrupto. O sistema digestivo dos cães é sensível a mudanças repentinas, e a introdução de uma nova ração deve ser feita de forma gradual, ao longo de 7 a 10 dias.

Misture pequenas quantidades da ração nova com a antiga e aumente a proporção aos poucos para prevenir episódios de cachorro vomitando, diarreia ou recusa alimentar. Caso o pet continue vomitando mesmo com a adaptação correta, converse com o veterinário para avaliar intolerâncias ou a necessidade de uma dieta especial.

Meu cachorro come grama e vomita: o que fazer?

Esse é um comportamento que intriga muitos tutores. Em grande parte dos casos, os cães ingerem grama ou capim como uma forma de tentar aliviar desconfortos gastrointestinais, como excesso de gases, cólicas, prisão de ventre, diarreia ou um leve mal-estar estomacal.  

Outros fatores também podem estar por trás desse hábito:

  • Presença de vermes;
  • Alimentação com baixa qualidade nutricional;
  • Falta de fibras ou água na dieta;
  • Obstrução por corpo estranho;
  • Simples curiosidade, fome ou gosto pela textura da grama;
  • Tentativa de lidar com o estresse ou ansiedade.

Para reduzir esse comportamento, é importante garantir uma alimentação equilibrada, oferecer água fresca em abundância, manter os vermífugos atualizados a cada 4 meses e observar se há sinais de desconforto recorrente. Em qualquer caso de dúvida, a orientação do médico-veterinário é indispensável.

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