Quais são as doenças que podem ser transmitidas por carrapatos?​

Você já se perguntou sobre quais são as doenças transmitidas por carrapatos que podem afetar seu pet? A maioria das pessoas associa esses parasitas apenas ao desconforto na pele, mas a preocupação vai além do que é visível.

Além da coceira e da irritação, o carrapato pode carregar agentes que comprometem o sangue e o sistema de defesa do animal. Esse impacto nem sempre aparece de forma imediata no comportamento.

Em muitos casos, os sinais são sutis no início e podem ser confundidos com cansaço ou falta de apetite. Quando o responsável percebe que algo não está bem, a infecção pode já estar em estágio mais avançado.

Por isso, entender quais são as doenças que podem ser transmitidas por carrapatos e como elas se manifestam ajuda a agir com mais segurança. Aqui, você encontra as informações essenciais para cuidar melhor da saúde do seu pet.

Quais são as doenças transmitidas por carrapatos?

A presença dessas infecções na rotina dos pets brasileiros é comprovada por dados científicos. Em um estudo realizado no litoral do Ceará, 39,2% dos animais avaliados estavam infectados ou expostos a pelo menos um agente transmitido por carrapatos.

A seguir, entenda quais são as principais enfermidades, quais sinais merecem atenção e como o acompanhamento veterinário orienta o diagnóstico e a conduta adequada.

Babesiose

A babesiose é uma doença transmitida por carrapatos que afeta os glóbulos vermelhos do animal. No Brasil, está associada principalmente ao carrapato marrom do cão, o Rhipicephalus sanguineus.

Durante a picada, o protozoário do gênero Babesia pode entrar na corrente sanguínea e provocar a destruição das hemácias, levando à anemia. Febre, mucosas pálidas, fraqueza intensa e urina escura estão entre os sinais mais observados. 

O diagnóstico depende de exames laboratoriais, e a conduta deve ser definida pelo médico veterinário conforme a gravidade do quadro.

Erliquiose

Muito conhecida entre as doenças do carrapato, a erliquiose compromete principalmente as células de defesa e as plaquetas do animal. A transmissão ocorre com frequência pelo carrapato marrom do cão.

Após a infecção, podem surgir febre persistente, sangramentos nasais ou gengivais, manchas arroxeadas/avermelhadas na pele e perda de peso. A confirmação exige exames específicos, e o tratamento deve ser conduzido sob orientação veterinária, de acordo com o estágio da doença.

Febre maculosa

De relevância também para a saúde pública, a febre maculosa é causada por bactérias do gênero Rickettsia e está associada principalmente ao carrapato estrela. Esse tipo de carrapato é mais comum em áreas com vegetação.

O quadro pode incluir febre alta, desânimo, dor muscular e alterações no comportamento. A investigação considera o histórico de exposição e exames complementares, e a conduta clínica deve ser definida pelo profissional responsável.

Doença de Lyme

Mais conhecida em outros países, a doença de Lyme é provocada por bactérias do gênero Borrelia e transmitida principalmente por carrapatos do gênero Ixodes. Quando presente, pode afetar diferentes sistemas do organismo.

A infecção pode atingir as articulações, causando dor, dificuldade para caminhar, febre e cansaço. O diagnóstico requer exames específicos, e o tratamento deve ser indicado após avaliação veterinária detalhada.

Anaplasmose

Outra infecção que integra o grupo das doenças transmitidas por carrapatos é a anaplasmose, causada por microrganismos do gênero Anaplasma. A transmissão ocorre por meio da picada de carrapatos infectados.

Os sinais podem incluir febre, apatia e sangramentos discretos. A confirmação depende de exames laboratoriais, e a conduta deve ser orientada pelo médico veterinário conforme a evolução do quadro.

Paralisia do carrapato

Diferente das infecções bacterianas ou protozoárias, a paralisia do carrapato é causada por uma toxina presente na saliva de algumas espécies de carrapatos fêmeas, liberada na corrente sanguínea do animal durante a alimentação prolongada.

A toxina interfere na transmissão dos impulsos nervosos e pode provocar fraqueza muscular progressiva. Em casos mais graves, o quadro evolui para dificuldade de locomoção e alterações respiratórias.

A identificação rápida e a remoção completa do parasita são fundamentais para a recuperação. A avaliação veterinária é indispensável para monitorar o animal e definir a conduta adequada.

Todo carrapato transmite doença?

Nem todo carrapato transmite doença, mas todo carrapato pode representar risco. Para que ocorra a transmissão, o parasita precisa estar infectado por um agente causador de doença.

Entre os principais carrapatos associados às doenças transmitidas por carrapatos estão:

  • Carrapato marrom do cão (Rhipicephalus sanguineus), relacionado à erliquiose, babesiose e anaplasmose;
  • Carrapato-estrela (Amblyomma sculptum), associado à febre maculosa;
  • Carrapatos do gênero Ixodes, ligados à doença de Lyme.

Mesmo quando não há infecção envolvida, a picada pode causar irritação, inflamação e desconforto. Por isso, a prevenção deve ser constante.

Toda doença de carrapato em cães passa para humanos?

Não. A maioria das doenças do carrapato em cães não é transmitida para humanos por meio do contato direto com o animal.

Algumas infecções possuem importância em saúde pública, como a febre maculosa. Nesses casos, a transmissão ocorre pela picada do carrapato infectado, e não pela convivência com o pet.

O controle desses parasitas protege tanto os animais quanto as pessoas que compartilham o mesmo ambiente.

Como prevenir as doenças transmitidas por carrapatos?

Em uma pesquisa recente realizada no Nordeste, mais de 90% dos cães avaliados apresentaram infecção por pelo menos um agente transmitido por carrapato, evidenciando como a exposição pode ser frequente quando não há controle adequado.

Com medidas simples e orientação adequada, é possível reduzir significativamente o risco de infestação e, consequentemente, de transmissão de doenças. A seguir, veja os principais cuidados recomendados.

Controle ambiental

O controle do carrapato passa, antes de tudo, pelo ambiente. Quintais devem ser higienizados com frequência, evitando acúmulo de folhas, entulhos e matéria orgânica, que favorecem o ciclo do parasita.

Inspeções de rotina

Além do cuidado com o espaço, é essencial observar o próprio pet com frequência. A inspeção da pele e da pelagem ajuda a identificar carrapatos precocemente, facilitando a remoção e reduzindo o risco de transmissão.

Higiene de pertences do animal

Também é importante manter limpos os itens de uso diário. Camas, cobertores, casinhas e brinquedos podem abrigar formas imaturas do carrapato e favorecer reinfestações quando não são higienizados regularmente.

Uso de antiparasitários

Somado às medidas ambientais, o uso de antiparasitários específicos é uma das formas mais eficazes de proteção. Produtos indicados pelo médico veterinário ajudam a impedir a fixação do carrapato e reduzem o risco de doenças transmitidas por carrapatos.

Banho de tratamento

Quando há infestação ativa, o banho com produtos carrapaticidas pode fazer parte do controle. A recomendação deve ser feita pelo profissional, que avaliará a necessidade e a frequência adequada para cada animal.

Proteja seu pet com a World Veterinária

A prevenção contra pulgas e carrapatos exige constância e produtos adequados para cada fase do cuidado. Pensando nisso, a World Veterinária desenvolveu uma linha completa de antiparasitários para auxiliar no controle e na proteção do seu pet.

Entre as opções disponíveis estão:

  • Coleira antiparasitária, prática e de uso contínuo;
  • Shampoo antiparasitário, indicado para o combate a pulgas e carrapatos;
  • ConFront Plus, pipeta de fácil aplicação para controle eficaz de ectoparasitas;
  • Coleira ConFront, opção complementar de proteção.

Cada produto da linha possui indicações específicas, e a orientação do médico veterinário é essencial para definir a estratégia mais adequada para o seu pet.

Com a linha World Veterinária, você conta com soluções desenvolvidas para oferecer proteção eficaz e cuidado contínuo contra pulgas e carrapatos.

Perguntas frequentes sobre doenças transmitidas por carrapatos

Gato pode ter doença do carrapato?

Sim. Embora seja menos comum do que em cães, a doença do carrapato em gatos pode ocorrer. Algumas infecções bacterianas, como a anaplasmose e a erliquiose, podem afetar felinos quando há exposição a carrapatos infectados.

Os sinais podem incluir febre, apatia e alterações no apetite. A avaliação veterinária é essencial para confirmar o diagnóstico e definir a conduta adequada.

Qual o nome da doença do carrapato?

Quando se fala em doença do carrapato, o termo geralmente se refere à erliquiose. No entanto, existem outras doenças transmitidas por carrapatos, como babesiose, anaplasmose e febre maculosa.

O nome da doença depende do agente envolvido e do tipo de carrapato que realizou a transmissão.

Existe doença de Lyme no Brasil?

A doença de Lyme é mais comum em países da América do Norte e da Europa. No Brasil, os registros são raros e ainda existem discussões científicas sobre a presença da bactéria nos mesmos moldes observados em outros países.

Mesmo assim, a prevenção contra carrapatos continua sendo indispensável para evitar diferentes doenças transmitidas por carrapatos.

Qual o primeiro sinal da doença do carrapato em cachorro?

Na maioria dos casos, essa expressão está relacionada à erliquiose. Os primeiros sinais costumam ser inespecíficos e podem incluir febre, desânimo e perda de apetite.

Por serem sintomas discretos no início, qualquer mudança no comportamento do animal deve ser avaliada por um médico veterinário.

Descubra as doenças que podem ser transmitidas por carrapatos, seus sinais e como proteger seu pet com prevenção adequada.

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