O que é esporotricose em gatos: causas, sintomas e tratamento

Feridas que não cicatrizam, espirros persistentes ou nódulos surgindo pelo corpo? Se você notou esses sinais no seu pet, vale a pena considerar a possibilidade de esporotricose em gatos, uma micose que vem se espalhando com rapidez em várias regiões do país.

Nos últimos anos, o aumento de casos tem preocupado tutores e profissionais da saúde, especialmente porque a doença pode ser transmitida para humanos. Quando o diagnóstico atrasa, as complicações tendem a se agravar e o risco de contágio também.

Apesar de ser uma condição séria, existem tratamentos eficazes e boas chances de recuperação quando o cuidado começa cedo. Entender os sintomas e saber como agir é essencial para proteger o bem-estar de quem está ao seu lado todos os dias.

Se você está em dúvida, quer se prevenir ou simplesmente aprender mais sobre o assunto, continue por aqui. A gente te explica tudo, do jeitinho que você precisa saber.

O que é esporotricose em gatos?

A esporotricose em gatos é uma infecção causada por fungos do gênero Sporothrix, com destaque para o Sporothrix brasiliensis, mais comum em território brasileiro. Essa micose afeta principalmente a pele, mas pode atingir o trato respiratório e, em estágios avançados, comprometer órgãos internos.

Além de afetar os animais, a doença representa um risco para os humanos. O contágio pode acontecer por meio de arranhaduras, mordidas ou contato direto com secreções de um gato infectado. Por esse motivo, ela é classificada como uma zoonose e merece atenção redobrada por quem convive com felinos.

O avanço da esporotricose tem preocupado especialistas da saúde pública. Segundo o Ministério da Saúde, foram registrados 1.239 casos humanos em 2023. Somente nos primeiros seis meses de 2024, mais de 945 novas ocorrências foram notificadas.

Embora nem todos os estados tenham obrigatoriedade de notificação para os casos em animais, disponíveis já indicam a gravidade da situação. No Paraná, onde a notificação de esporotricose em gatos é compulsória desde 2020, os registros em gatos mais do que dobraram em um ano: foram 1.412 casos em 2022, saltando para 3.290 em 2023.

Boa parte dessa escalada está associada às condições do ambiente. O clima brasileiro, com temperaturas elevadas, umidade constante e presença abundante de matéria orgânica, favorece o desenvolvimento do fungo.

De acordo com pesquisadores da USP, esse cenário cria as condições ideais para que a esporotricose se espalhe com facilidade, tornando o Brasil um ambiente especialmente propício à proliferação da doença.

Por isso, entender o que é a esporotricose em gatos e o contexto em que ela se espalha é um passo importante para proteger seu pet e todos à sua volta.

Como os gatos pegam esporotricose?

Muitos gatos se contaminam durante situações simples do cotidiano, principalmente quando têm acesso à rua ou a locais com pouca higiene. O fungo causador da doença vive em locais como solo úmido, folhas, madeira e matéria orgânica em decomposição.

Ao cavar a terra, explorar quintais ou entrar em áreas contaminadas, o gato pode ser exposto sem que o tutor perceba. Contudo, o maior risco costuma vir das brigas entre animais.

Disputas por território, acasalamento ou alimento são frequentes entre gatos que têm acesso à rua. Nesses conflitos, a transmissão acontece por mordidas, arranhões ou contato com secreções de um animal doente.

Também há casos de contaminação direta pelo ambiente, quando o fungo entra por pequenas lesões na pele. Mesmo um machucado discreto pode servir de porta de entrada.

Para proteger seu pet, vale limitar o acesso à rua e observar com atenção qualquer machucado, por menor que pareça. Pequenos cuidados fazem toda a diferença.

Sintomas da esporotricose em gatos

Os sinais da esporotricose em gatos variam conforme o estágio da infecção, mas costumam começar de forma sutil e evoluir rapidamente. Por isso, é necessário observar qualquer mudança no comportamento ou na aparência da pele do seu pet.

Um dos primeiros indícios costuma ser o aparecimento de feridas persistentes, com secreção e crostas. Essas lesões aparecem com mais frequência na região do rosto, como nariz e orelhas, além das patas, mas podem atingir outras áreas do corpo.

Com o avanço da infecção, é comum o surgimento de nódulos sob a pele que evoluem para lesões ulceradas. Quando o sistema respiratório é afetado, espirros constantes, secreção nasal e dificuldade para respirar também entram em cena.

Além disso, outros sintomas podem incluir:

  • Inchaço nos gânglios (linfonodos) próximos às lesões;
  • Perda de apetite e falta de sede;
  • Apatia e isolamento;
  • Febre;
  • Emagrecimento progressivo.

Nos casos mais graves, o fungo se espalha pelo corpo e compromete órgãos internos, exigindo atenção médica contínua e tratamento prolongado.

Se notar qualquer mudança de hábitos ou sinais na pele do seu gato, procure um veterinário o quanto antes. O diagnóstico precoce faz toda a diferença na recuperação e na proteção de outros animais e da sua família.

Como é feito o diagnóstico e o tratamento da esporotricose em gatos?

O diagnóstico da esporotricose em gatos começa com a avaliação clínica feita por um médico-veterinário. Ele examina o histórico do animal, observa as lesões e solicita exames laboratoriais para confirmar a presença do fungo.

Os métodos mais utilizados para confirmar o diagnóstico incluem:

  • Exame micológico direto: análise da secreção ou amostra da lesão sob o microscópio.
  • Cultura fúngica: coleta do material da ferida para identificar o fungo em laboratório.
  • Biópsia ou histopatologia: em casos mais complexos, pode ser necessário examinar o tecido afetado.

Depois da confirmação, o tratamento da esporotricose em gatos é iniciado e pode durar de alguns meses a mais de um ano, dependendo da gravidade e da resposta do animal.

As abordagens mais comuns incluem:

  • Uso de antifúngicos orais: como o itraconazol, que é o medicamento mais indicado e com bons resultados clínicos.
  • Cuidados locais com as lesões: limpeza adequada com orientação veterinária, para evitar contaminações secundárias.
  • Apoio nutricional e fortalecimento da imunidade: especialmente em casos mais avançados ou quando o animal apresenta outras doenças associadas.
  • Isolamento e prevenção de contato com outros animais: para evitar a transmissão enquanto o pet estiver em tratamento.

Mesmo que os sintomas melhorem, é fundamental seguir o tratamento até o fim, conforme a orientação do veterinário. Esse cuidado evita recaídas e garante que o seu pet se recupere de forma segura e completa.

Como prevenir a esporotricose em gatos?

A melhor forma de lidar com a esporotricose é impedir que ela chegue até o seu pet. Algumas mudanças na rotina e cuidados simples podem reduzir bastante os riscos de contágio e fortalecer a saúde do gato como um todo.

Veja o que pode ajudar a manter seu companheiro felino protegido:

  • Limitar o acesso à rua: manter o animal dentro de casa é a forma mais eficaz de reduzir o contato com ambientes contaminados e outros gatos infectados.
  • Evitar o contato com gatos desconhecidos: brigas e interações com animais doentes são uma das principais formas de transmissão.
  • Higienizar o ambiente com frequência: limpar os locais onde o gato circula, além de descartar corretamente fezes e urina, ajuda a manter o ambiente seguro.
  • Observar e cuidar da pele regularmente: feridas, nódulos ou casquinhas devem ser avaliados o quanto antes.
  • Manter a pelagem limpa e bem cuidada: escovações frequentes ajudam a identificar alterações na pele e evitam o acúmulo de sujeira ou umidade que favorece fungos.
  • Fortalecer a imunidade com boa alimentação e cuidados veterinários: um organismo mais resistente responde melhor a infecções.

Além disso, em áreas onde há surtos da doença, redobrar a atenção com sinais cutâneos e comportamento do animal faz toda a diferença.

Fique atento aos sinais e não espere para agir

Se tem uma coisa que faz diferença no cuidado com a esporotricose, é não deixar pra depois. Notou algo estranho na pele do seu gato ou percebeu que ele está mais quietinho que o normal? Melhor investigar.

Com orientação certa, dá pra tratar e controlar a doença. Mas quando o cuidado começa cedo, tudo fica mais simples e mais seguro pra ele e pra quem convive com ele também.

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