Se deparar com seu gato espirrando pode causar preocupação, especialmente quando os episódios são inesperados ou repetidos. Embora seja normal esse reflexo ocasional, vale acompanhar a frequência e verificar se há outros sinais associados.
Na maioria das vezes, a reação acontece por motivos simples, como poeira, odores intensos, ar seco ou mudanças bruscas de temperatura. Esses fatores tendem a provocar manifestações isoladas, que não oferecem risco à saúde do felino.
Porém, quando o comportamento se torna frequente e vem acompanhado de secreção nasal, olhos lacrimejando ou dificuldade para respirar, é preciso atenção. Em situações assim, a causa pode estar relacionada a doenças respiratórias ou outros problemas que exigem avaliação veterinária.
Ao longo do conteúdo, você vai descobrir o que pode ser o gato espirrando, quais sinais exigem cuidado e como agir para proteger o bem-estar do seu pet, prevenindo complicações e garantindo mais qualidade de vida.
Por que os gatos espirram?
O espirro é um reflexo natural do organismo para eliminar partículas e agentes irritantes das vias nasais. Essa resposta ajuda a proteger o sistema respiratório, mantendo-o limpo e funcionando bem.
Alguns fatores do dia a dia podem desencadear o reflexo sem representar risco para a saúde, como:
- Poeira no ambiente;
- Cheiros fortes, como produtos de limpeza ou perfumes;
- Mudanças bruscas de temperatura;
- Ar seco.
Quando a reação ocorre por motivos como os listados acima, tende a ser pontual e não vir acompanhada de outros sintomas. Nessas circunstâncias, não há motivo para preocupação imediata, mas seguir observando o gato é sempre recomendável.
Causas mais sérias de espirros em gatos
Embora episódios isolados geralmente não representem risco, sinais como secreção nasal, febre, olhos lacrimejando ou perda de apetite podem indicar doenças virais, bacterianas ou inflamatórias que exigem intervenção rápida.
A seguir, confira as principais causas por trás do gato espirrando e o que observar em cada uma.
Gripe felina (rinotraqueíte viral felina)
Causada pelo herpesvírus felino tipo 1, essa enfermidade compromete as vias respiratórias superiores e provoca crises intensas de espirros, secreção nasal clara ou espessa, conjuntivite, febre e perda de apetite.
O vírus permanece no organismo por toda a vida, reativando-se em períodos de estresse ou queda de imunidade, o que torna fundamental o acompanhamento preventivo.
Calicivirose felina
O calicivírus felino afeta o sistema respiratório e a cavidade oral, gerando inflamação, úlceras na língua e gengivas, salivação excessiva, dor ao mastigar e febre.
Em quadros mais graves, há dificuldade para respirar e claudicação temporária devido a inflamações nas articulações. A transmissão ocorre com facilidade em ambientes onde há vários gatos.
Infecções bacterianas secundárias
Comuns após viroses, surgem quando bactérias como Bordetella bronchiseptica ou Chlamydophila felis encontram um sistema imunológico enfraquecido. Os sinais incluem secreção nasal amarelada ou esverdeada, congestão, respiração ruidosa, febre e apatia.
O tratamento envolve antibióticos específicos e acompanhamento veterinário para evitar complicações como pneumonia.
Alergias respiratórias
Desencadeadas por poeira, pólen, ácaros ou odores fortes, as reações alérgicas resultam em crises de espirros, olhos lacrimejantes, coceira facial e congestão nasal.
O controle requer a identificação e eliminação dos agentes causadores, associada a medicamentos prescritos para reduzir inflamação e desconforto.
Corpo estranho no nariz
Sementes, folhas secas, areia e até pequenos insetos ficam presos nas vias nasais, gerando espirros insistentes, irritação e sangramento ocasional. É comum o gato esfregar excessivamente o rosto ou demonstrar sensibilidade ao toque.
A remoção segura deve ser realizada por um veterinário, muitas vezes com o uso de sedação.
Rinite crônica ou fúngica (em casos recorrentes)
Inflamação persistente da mucosa nasal originada por infecções antigas mal resolvidas ou fungos como Cryptococcus neoformans. Entre os sintomas estão secreção contínua, nariz inchado ou deformado, espirros frequentes, dificuldade respiratória e perda de apetite.
O diagnóstico exige exames específicos e deve ser feito apenas por um médico-veterinário, que definirá o tratamento adequado, como antifúngicos ou manejo contínuo para controle dos sinais.
Quais sinais merecem atenção?
Como dito, nem todo espirro é motivo de preocupação, mas alguns indícios mostram que há algo mais sério acontecendo e que o gato precisa de atendimento veterinário rápido. Nesses casos, observe se há:
- Espirros frequentes ou em sequência;
- Secreção nasal transparente, amarelada ou esverdeada;
- Olhos lacrimejando ou com secreção;
- Febre persistente;
- Letargia ou apatia;
- Falta de apetite ou recusa em se alimentar;
- Respiração ruidosa, acelerada ou com esforço.
Quando esses sintomas persistem por mais de um ou dois dias, aumentam as chances de haver uma doença respiratória ou inflamatória que precisa de diagnóstico profissional e tratamento específico.
O que fazer se seu gato estiver espirrando?
Quando notar o gato espirrando, observe a frequência, a intensidade e se há outros sintomas associados. Essa avaliação ajuda a diferenciar situações passageiras de problemas que exigem cuidado imediato.
Algumas medidas importantes para proteger a saúde do felino incluem:
- Monitorar a ocorrência e evolução dos espirros;
- Manter a casa limpa, livre de poeira e bem ventilada;
- Evitar o uso de produtos com odores fortes, como perfumes e produtos de limpeza agressivos;
- Utilizar antibióticos somente com prescrição veterinária, nunca por conta própria;
- Manter o calendário de vacinação em dia, prevenindo doenças como a gripe felina.
Se os espirros forem persistentes ou vierem acompanhados de secreção nasal, febre, apatia ou outros sinais de alerta, procure atendimento veterinário o quanto antes. O diagnóstico precoce é fundamental para um tratamento eficaz e para evitar complicações.
Fique atento aos sinais e proteja seu pet
Episódios isolados de espirro fazem parte da rotina de muitos gatos e nem sempre indicam um problema de saúde. Por isso, observar o quadro e buscar orientação veterinária diante de sinais persistentes é essencial para garantir recuperação rápida e segura.
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